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Metade da população brasileira será cristã evangélica até 2020

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Uma organização de missões internacionais anunciou que os evangélicos devem chegar a 57,4 milhões no Brasil neste ano, de acordo com a taxa de crescimento anual de evangélicos de 7,42%.

A reportagem é de Andrea Marcela Madambashi, publicada no sítio Christian Post Correspondent, 20-02-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Pesquisadores da Servindo aos Pastores e Líderes – Sepal anunciaram esse dado de 2011 na segunda-feira passada, com base nos resultados de seu pioneiro estudo do ano passado que previu a taxa de crescimento evangélico no Brasil ao longo da próxima década.

A Sepal realizou este estudo utilizando os dados do Censo 2000 do Brasil, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, e outras informações de um estudo realizado em março de 2007 pelo Datafolha.

Com base em dados de ambas as fontes, a Sepal concluiu que mais da metade da população do país será evangélica em menos de uma década.

“Acreditamos que 52% da população será evangélica até 2020, ou cerca de 109,3 milhões de evangélicos em uma população total de 209,3 milhões”, disse o pesquisador Luis André Brunet, da Sepal, em entrevista ao The Christian Post desta semana.

Brunet disse que os dados têm uma exatidão de 95%, dado que a taxa de crescimento evangélico de 1990 a 2000 permanecerá constante nos próximos 40 anos.

Em 2010, a revista Época divulgou dados de estudos sobre o crescimento evangélico. Os entrevistados incluíram teólogos e antropólogos, que concordaram unanimemente que os evangélicos estavam influenciando cada vez mais todas as esferas da vida brasileira – concluindo que a presença evangélica tem contribuído para a queda no alcoolismo, o aumento do número de matrículas nas escolas e a redução do número de lares desfeitos.

No entanto, Brunet foi rápido em apontar que os cristãos devem “pensar além dos números” antes de tirar conclusões.

“Se considerarmos duas linhas de pensamento, não está acontecendo um renascimento no Brasil”, disse, acrescentando que esse renascimento se caracteriza não apenas pela “conversão em massa de pessoas, mas também por mudanças profundas no pensamento social – influenciadas por cristãos renascidos”.

Primeiro, Brunet atribuiu o crescimento à “agressiva expansão evangélica, à adoção de regras [eclesiais] mais flexíveis, à abertura da sociedade à vida cristã e a uma classe média cada vez mais influente”.

Brunet também citou uma presença evangélica substancialmente mais fraca na região Nordeste do Brasil. Segundo o pesquisador, essa região pode ser dividida em A e B:

A parte “A” representa as praias e os grandes ambientes urbanizados, onde a taxa de crescimento evangélico está em níveis modestos, mas aceitáveis. A parte “B” abrange as áreas rurais, onde os evangélicos raramente ultrapassam 1% da população local.

Em segundo lugar, disse Brunet, o crescimento evangélico tem sido posto em xeque por “fortes raízes católicas romanas na população, além de um antigo misticismo”. Além disso, piores condições de estrada e o difícil acesso aos meios de comunicação também contribuem para as dificuldades na expansão evangélica.

Além das condições sociais, acrescentou Brunet, o crescimento da igreja tem sido dificultado por questões internas, especialmente as que envolvem finanças.

“Na verdade, a razão para isso é que a renda é tão mínima que a missão não pode se autossustentar no longo prazo”, continuou Brunet.

Em um estudo de caso da Sepal, a cidade de Quinze de Novembro tem cerca de 80,4% de evangélicos, enquanto sua cidade vizinha, Alto Alegre, tem apenas 0,28%.

“A cidade mais evangelizada está ao lado de uma das cidades menos evangelizadas do país”, comentou Brunet, enfatizando que o Brasil tem uma “liderança em grande parte despreparada, que carece de direção em teologia, eclesiologia e missiologia”.

“A vida vai mudar em um país de maioria protestante?”, perguntou, expressando sua preocupação de que a crescente prosperidade do Brasil pode tentar os líderes cristãos a se voltar ao materialismo.

“A classe média deve dobrar no próximo ano”, disse Brunet, dizendo que há sinais de que líderes mais materialistas começaram a guiar o seu rebanho perdido com a teologia da prosperidade. Além disso, afirmou, os evangélicos devem superar a “superficialidade da vida no povo brasileiro”.

“Vemos isso [a superficialidade] entre os evangélicos brasileiros hoje, e parece que isso permanecerá nos próximos anos, acelerando a dualidade entre a `vida religiosa` e a `vida secular` que já existe hoje”, disse. “A religião é o suspiro da criatura oprimida, a alma de um mundo sem coração… É o ópio do povo. Isto é, qualquer impulso humano causado pela insatisfação por razões políticas, econômicas ou sociais”.

Brunet mencionou que “o egoísmo e o individualismo presentes nestes dias também podem ser vistos na vida religiosa”.

“Embora alguns crentes se preocupam com os seus vizinhos – em outras palavras, com as outras pessoas –, podemos dizer que a maioria só está preocupada com o seu bem-estar”, disse.

Neste momento, os pesquisadores da Sepal estão esperando os resultados do Censo 2010 do IBGE para confirmar a taxa de crescimento de evangélicos projetada na população brasileira. Ao fazer isso, a Sepal irá criar um mapa com base na comparação de dados antigos e novos.

Em conclusão, acredita Brunet, mudanças positivas podem ocorrer – incluindo a criação de instituições mais fortes que representam os evangélicos “que gritam alto para o mundo de Deus”.

“Precisamos realmente orar ao Senhor dos céus para que essa transformação do Brasil possa ser genuína, de acordo com as normas apresentadas no Evangelho de Cristo”.

Fonte: Noticias Cristãs

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