Falta empenho em condenar perseguição aos cristãos no Oriente Médio, diz reverendo

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O arcebispo de Irbil, capital do Curdistão iraquiano, Bashar Warda acusou os líderes cristãos, especialmente da Grã-Bretanha, de não fazer o suficiente em defesa contra o desaparecimento da comunidade cristã no Iraque.

Para ele, falta empenho dos líderes mundiais em combater a perseguição ao cristianismo na região.

O reverendo iraquiano fez os comentários durante um discurso apaixonado em Londres esta semana, segundo a BBC News. Ele descreveu o fracasso, particularmente no Reino Unido, de condenar o extremismo em face de intensa perseguição como “um câncer”.

“Você vai continuar tolerando essa perseguição organizada e interminável contra nós?”, ele perguntou. “Quando a próxima onda de violência começar a nos atingir, alguém em seus campi fará demonstrações e carregará mensagens que dizem: ‘Somos todos cristãos?’’”

Em um discurso apaixonado em Londres, o reverendo disse que os cristãos do Iraque agora enfrentam a extinção após 1.400 anos de perseguição.

Desde que a invasão liderada pelos EUA derrubou o regime de Saddam Hussein em 2003, ele disse, a comunidade cristã diminuiu em 83%, de cerca de 1,5 milhão para apenas 250 mil.

“O Cristianismo no Iraque”, disse ele, “uma das mais antigas igrejas, se não a mais antiga Igreja do mundo, está perigosamente perto da extinção. Aqueles de nós que permanecerem devem estar prontos para enfrentar o martírio.”

Bashar Warda se referiu à atual ameaça urgente dos jihadistas do Estado Islâmico (EI) como uma “luta existencial final”, após o ataque inicial do grupo em 2014, que deslocou mais de 125 mil cristãos de suas terras históricas.

O arcebispo de Irbil disse que a “correção política” na Europa e os EUA podem levar o mundo ocidental a se tornar “cúmplice” na perseguição continuada dos cristãos no Oriente Médio.

Em 2017, Mike Pence recebeu o reverendo iraquiano e escreveu no Twitter: “Diálogo importante com Bashar Warda sobre o compromisso do presidente dos EUA em ajudar diretamente os cristãos perseguidos e as minorias religiosas no Iraque”.

E no ano passado, o presidente Donald Trump assinou um projeto de lei para fornecer ajuda humanitária às vítimas do genocídio no Iraque e na Síria, onde militantes do Estado Islâmico causaram estragos em cristãos, suas casas, igrejas e empresas.

Fonte: Guiame

 

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